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30/10/2009
Como escolher a escola de seu filho
 
Como escolher a escola do seu filho
Não é possível escolher uma escola com consciência sem antes examinar com cuidado quais são as suas expectativas em relação à aprendizagem e ao futuro de seu filho. Assim, antes de sair à procura da escola de seus sonhos, pare e pense: quero que meu filho seja alfabetizado o quanto antes? Quero que ele traga muitas lições de casa? Espero que ele produza muitos trabalhos artísticos? Gostaria que ele aprendesse idiomas estrangeiros com comprometimento? Prefiro conviver com outras famílias de mesmo nível socioeconômico? Gostaria que meu filho tivesse coleguinhas com necessidades especiais, para conviver desde cedo com as diferenças? O uso de tecnologia no cotidiano é importante para mim? Estas e muitas outras questões podem ser o ponto de partida na busca de uma escola adequada para o seu filho e que seja minimamente compatível com tudo o que você deseja para ele. "Antes de começar a busca, porém, é bom ter em mente que não existe uma escola ideal para todos, mas talvez exista uma escola apropriada para o seu filho", orienta Quézia Bombonatto.
Pode parecer subjetivo, mas o "feeling" é essencial. "Qual sentimento aquele ambiente desperta nos pais?", propõe a psicóloga educacional Carmen Sílvia P. Galuzzi. Não deixe de visitar a escola durante o período de aulas, quando ela está funcionando normalmente, de preferência em mais de um dia da semana e em períodos diferentes. Ande pelo lugar, observe as pessoas, sinta o clima. Ele lhe agrada? As pessoas lhe parecem simpáticas e acessíveis? Já são ótimos sinais. Se puder, converse descompromissadamente com funcionários, alunos e outros pais. Além disso, segundo o professor José Augusto de Mattos Lourenço, o ideal é que o futuro aluno faça a visita junto com os pais. "A criança não pode ficar dessa escolha", sinaliza. Veja se seu filho se vê frequentando aquela instituição. Se ele mostrar hesitação ou repulsa, desconsidere-a.
"Existem várias metodologias, e o importante é que a família se identifique com os ideais da escola", diz a psicopedagoga Quézia Bombonatto. Ou seja, não existe certo ou errado, mas existem métodos em que os pais confiam mais e outros em que confiam menos. Por isso, ao conversar com o diretor ou coordenador, peça explicações claras sobre a metodologia de ensino, o uso de materiais pedagógicos e até mesmo o calendário escolar. Os pais têm de entender o que se passa na escola, até mesmo para acompanharem o filho com mais segurança ao longo do ano. No caso do Ensino Fundamental I, a questão da alfabetização é crucial. Não deixe de perguntar como esse processo é realizado e veja se você concorda com ele. É importante, também, destrinchar a proposta pedagógica da escola para procurar incoerências entre o discurso e a prática. Por exemplo, a coordenadora pode dizer que todos os alunos do 2º ano já estão alfabetizados, mas, ao observar os trabalhos das crianças nos murais, você percebe que não é bem assim. Ou a fala dos profissionais é dócil e consciente, mas você acaba pegando uma professora dando bronca num aluno no pátio. Isso vale, inclusive, para o método que a escola afirma adotar. "Muitas escolas, por exemplo, se dizem construtivistas e anunciam que respeitarão o ritmo da criança. Mas ali o conhecimento está mesmo sendo construído?", questiona Quézia. Um aspecto que também não pode faltar no momento da escolha é a relação que a escola pretende ter com os pais. Não se esqueça de perguntar sobre a frequência das reuniões de pais e mestres, atividades realizadas com os pais e, enfim, sobre a cumplicidade entre a família e a instituição - lembrando que, quanto mais aberta for essa relação, maior a possibilidade de bem-estar para o aluno.
A Educação, assim como as outras áreas do conhecimento, se encontra em constante transformação. Novas pesquisas são apresentadas todos os anos, e os profissionais refinam a sua formação para entender melhor a relação ensino/aprendizado. A escola mantém-se por dentro dessas descobertas? Busca melhorar seus métodos? Possui profissionais atualizados? A atualidade é um aspecto imprescindível para a qualidade da Educação. "A escola não pode ficar parada no tempo", aponta a psicóloga educacional Carmen Sílvia P. Galuzzi. "É interessante observar se a escola recorre a recursos inovadores para ensinar, como aulas de robótica ou em laboratórios bem equipados", complementa o professor José Augusto de Mattos Lourenço.
No Ensino Fundamental I, não há obrigatoriedade de formação específica para os professores, mas, por lei, todos têm de ser graduados em pedagogia. A partir do 6º ano, quando começa o segundo ciclo do Ensino Fundamental, passa a ser obrigatória a formação específica - um professor de geografia, por exemplo, tem de ser formado em geografia. Mas, apesar da falta de obrigatoriedade, muitos colégios optam por professores altamente especializados, com outras formações além da pedagogia e, às vezes, até mestrado. E, quanto melhor a formação dos professores, melhor provavelmente será a escola. "Outro ponto a ser checado é a rotatividade dos professores. Se há um entre e sai muito grande, pode-se imaginar que há um problema naquela instituição. Se, por outro lado, muitos professores tiverem se desenvolvido ao longo dos anos ali, é um bom sinal", considera a psicóloga educacional Carmen Sílvia P. Galuzzi, que lembra, ainda, da importância da formação continuada para os professores. Quem ensina não pode parar de estudar. Durante a visita à escola, procure também observar a relação dos professores com os alunos. Eles são atenciosos? Parecem dedicados? Se puder conversar com o futuro professor de seu filho, melhor ainda.
"A escola é um espaço para ensinar e aprender. Não precisa ser um clube", ressalta Quézia Bombonatto. Isso significa que os ambientes da escola têm de ter uma função no aprendizado da criança, e não apenas trazerem status à instituição. Quadras para a prática de esportes nas aulas de educação física, sala de música e de artes, laboratório de ciências, sala com computadores e, claro, uma boa biblioteca são essenciais. Se houver outros espaços que os pais considerem interessantes, ótimo. Mas é bom não se deixar levar apenas pela bela decoração.
Assim como os pais têm de se identificar com a linha pedagógica adotada pela escola, o método de avaliação também não pode escapar às conversas que antecedem a matrícula. Como a escola avalia o aluno? Há notas e/ou conceitos? A participação em sala de aula conta? E os trabalhos em grupo? São feitos relatórios para os pais? E a lição de casa, como funciona? Um ponto fundamental é se a escola oferece reforço para os alunos que não estejam conseguindo acompanhar no mesmo ritmo da classe. Em geral, são aulas dadas ao longo do ano letivo, fora do horário normal. O reforço pode evitar reprovações e assegurar a inclusão do aluno. "Vale a pena questionar toda a parte regimental da escola, inclusive aspectos de disciplina", afirma o professor José Augusto de Mattos Lourenço. Lembre-se: não adianta colocar seu filho numa escola rígida e depois criticar, em casa, os métodos de avaliação, ou vice-versa. Os pais têm de confiar no julgamento da instituição para que a criança se sinta mais segura.
Os pais muitas vezes acreditam que, numa escola menor, seu filho receberá mais atenção. Isso, porém, é uma falácia, pois a atenção dada a cada criança não tem a ver com o tamanho da escola ou o número de alunos, mas com a equipe de profissionais que trabalha lá. "Quanto menor o número de alunos por profissional, melhor", lembra o professor José Augusto de Mattos Lourenço. A psicóloga educacional Carmen Sílvia P. Galuzzi reitera: "Não importa se a escola é grande ou pequena. O que importa é a relação entre o número de profissionais e de alunos". Ou seja, uma classe de 30 alunos com uma professora e uma professora auxiliar pode ser tão bem atendida quanto uma de 20 com apenas uma professora. É interessante verificar, também, se há pelo menos uma coordenadora e uma orientadora pedagógica por ciclo. Uma psicóloga por ciclo também é bem-vinda. O importante é que todos os alunos, sejam eles 100 ou 5 mil, sejam bem atendidos na instituição.
Em geral, os pais não querem que os filhos passem muito tempo no trânsito das grandes cidades, pelo estresse que isso pode trazer à criança e/ou por razões de segurança. E têm razão. "É melhor optar por uma escola mais próxima à sua casa, para que a criança não fique atravessando a cidade", aconselha Quézia Bombonatto. A psicóloga educacional Carmen Sílvia P. Galuzzi lembra, ainda, de outro aspecto: "É bom verificar se a escola possui lugar para estacionar no horário da entrada e da saída, para que esses momentos não virem um sacrifício cotidiano na vida de pais e filhos".
A regra é simples: os pais têm de optar por uma escola que caiba em seu orçamento familiar, evitando sacrifícios e uma possível inadimplência. "O lado pior de não ficar em dia com a mensalidade é que a criança percebe quando seus pais não pagam a escola e se ressente disso", ressalta o professor José Augusto de Mattos Lourenço, que lembra, ainda, que a mensalidade de uma escola não está apenas relacionada à qualidade que ela afirma ter (ou mesmo à qualidade comprovada), mas a outros fatores, como os equipamentos pedagógicos (livros, computadores, laboratórios), a localização - o IPTU de um grande terreno num bom bairro é muito maior - e a formação de seus professores, que podem receber salários mais altos do que a média quando possuem pós-graduação. Antes de fazer a matrícula, questione também quais serão os gastos extras realizados durante o ano, como excursões, viagens e compra de materiais. Com essa previsão, você evita sustos tardios.
Muitas escolas hoje oferecem aulas de natação e outros esportes, de dança, de música e de idiomas estrangeiros fora do período de aula, o que pode facilitar muito a vida dos pais que trabalham e não podem ficar se deslocando com as crianças o dia todo. Se realizarem atividades extras na escola, os alunos podem permanecer lá em período integral. Porém, é importante lembrar que a criança precisa de tempo para fazer a lição de casa, para brincar e para descansar, todos os dias. E que o tempo que ela passe com os pais ao chegar em casa tem de ser de qualidade. "Escola não é depositário de criança", como bem lembra a psicopedagoga Quézia Bombonatto. Isto é: não pense que deixar seu filho o dia inteiro na escola irá garantir a Educação dele.
Visitar os banheiros da escola pode ser uma maneira rápida de verificar o cuidado com o asseio, como lembra o professor José Augusto de Mattos Lourenço. Veja se os materiais pedagógicos ficam bem dispostos nas salas, se as carteiras são limpas e se, de maneira geral, o ambiente está organizado. Em relação à segurança, questione se estranhos podem entrar ou sair da escola a qualquer hora e se alguém ficará com a criança caso os pais demorem a ir buscá-la. A escola tem de garantir um bom esquema de vigilância, para que os pais fiquem sossegados e os alunos, seguros.
A obesidade infantil tem sido uma das principais preocupações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Se você quer que seu filho passe longe dessa epidemia mundial, além de preparar lanches saudáveis para ele levar na lancheira, verifique antes da matrícula se a cantina oferece opções balanceadas para os dias em que ele tiver de comprar a merenda ou almoçar na escola. Se a própria escola fornecer lanches, questione se há um nutricionista por trás da elaboração do cardápio. Refrigerante e salgadinhos não apenas engordam, como podem não garantir a energia necessária para que seu filho fique atento e disposto a aprender.
O conceito de inclusão, que pressupõe um tratamento igual a todos os alunos e uma relação consciente com a sociedade como um todo, está muito presente nas escolas, mas nem sempre é praticado como deveria. Se seu filho apresenta algum tipo de deficiência física e/ou intelectual, não se deixe levar por um discurso bonito antes de conversar com outros pais a respeito da atitude da escola para com as crianças com necessidades especiais. "A referência de quem convive ali no dia a dia é a melhor, pois muitas escolas se dizem inclusivas, mas acabam incitando a marginalidade", argumenta Quézia Bombonatto. Ainda a respeito do ideal de inclusão, vale a pena investigar se a escola propõe projetos sociais para a comunidade e se possui convênios com ONGs e instituições de caridade. No mundo de hoje, a questão social não pode passar em branco, muito menos para as crianças, que serão os cidadãos de amanhã.
Depois de feita a escolha, a primeira coisa a que se deve prestar atenção é se a criança está feliz. De nada adianta a escola parecer a oitava maravilha do mundo se seu filho não estiver bem adaptado. "Como a criança está indo para a escola? Você nota alegria?", questiona o professor José Augusto de Mattos Lourenço. Uma boa adaptação não só garante o bem-estar de seu filho, como uma abertura muito maior ao aprendizado.
 
 
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